APESAR DO TÍTULO, UM BOM ENTRETENIMENTO
- Moura Cesar

- há 22 horas
- 2 min de leitura
Mesmo recebendo uma das piores traduções dos últimos tempos como título, "Possuída No Deserto" (KIlling Faith, 2025) que parece nome de filme pornô dos anos 1990 não é um filme ruim, ainda que esteja longe de ser um filme memorável.
A história se passa no Arizona de 1859 onde a escrava recém alforriada e mãe devota Sarah (DeWanda Wise, numa interpretação mediana) planeja levar sua filha branca, uma menina meio "Carrie, a estranha" com poderes sinistros, para o curandeiro católico da cidade vizinha exorcizar, afinal, tais poderes não caíram bem num cidade dominada por uma misteriosa pandemia que deixa a todos com os nervos. a flor da pele. Para tal jornada ela contrata Bender (Guy Pearce, um excelente ator mas que aqui parece econômico demais, esquecível) o médico da comunidade que anda com popularidade baixíssima já que não consegue salvar a vida dos moradores adoecidos e vive bêbado para esquecer o trauma de um passado recente. A aventura ainda conta com o jovem Edward (o ótimo Jack Alcott) ajudante de Sarah.

Claro que no caminho o quarteto encontra com tipos perigosos e exóticos que - como a própria "criança endemoniada" - testam a fé de todos os envolvidos. Como eu disse, "Possuída no Deserto" não é um filme ruim e entretem, mas só parece começar para valer com a chegada do curandeiro Ross (Bill Pullman excelente em um dos seus melhores trabalhos nas telas) que trata diretamente sobre o tema central do filme que não é fé, mas o eterno dilema sobre o que é Bem e o que é Mal.
O filme mistura elementos clássicos do faroeste com o que hoje os críticos hipsters chamam de "terror psicológico" (que nada mais é que um suspensezinho) e Ned Crowley diretor e roteirista se sai melhor no suspense que no faroeste.
"Possuída No Deserto" valeria o preço do ingresso que se paga hoje nos cinemas? Não. Mas é bom e esquecível entretenimento no streaming.





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