"O CONVITE" É UM ÓTIMO CONVITE AO BOM E VELHO CINEMA
- Moura Cesar

- há 21 horas
- 2 min de leitura
Sim, nós já vimos esse filme antes. Vimos em "Quem tem medo de Virgínia Wolf" (1966), "Annie Hall" (1977) e "Carnage" (2011) e, por alguma razão, os adoramos! "O Convite" (2026) filme de estréia na direção da atriz Olívia Wilde é "mais um desses" filmes onde o que avança com a história são os diálogos constragedoramente intimistas e diretos e que, geralmente, se dão num clima claustrofóbico como se nem os personagens e nós, os espectadores tivesse para onde correr.
O casal Joe (Seth Rogen, ótimo!) e Angela (Olívia Wlde, excelente!) fazem um convite de última hora para seus novos vizinhos, o casal descolado Piña e Hawk (Edward Norton e Penélope Cruz, ótimos e com uma química improvável e por isso maravilhosa!) para um jantar. Conversa vai e conversa vem, nos revelando cada vez mais sobre a intimidade desses casais e um novo convite surge, esse bem mais potente e que por isso serve de catalizador para novas confissões ainda mais constrangedoras.

Foto: Divulgação
"O Convite", enquanto roteiro (Cesc Gay, Will Mc Cornack e Rashida Jones) é um primo pobre dos melhores de Woody Allen o que, na Era dos filmes ruins, é um elogio e tanto! Mas o que salta aos olhos mesmo é a Direção primorosa de Olivia que se mostrou uma diretora e tanto e já uma das favoritas deste que vos escreve.
O único problema do filme é o conservadorismo e hiprocrisia americana que chega em 2016 com força total. O turning point que poderia ser apoteótico e poderoso acaba sendo servido morno atrás daquela moralidade infantil da criança que ri porque a professora falou "vagina". Uma pena!
Ainda assim, "O Convite" é até aqui um dos melhores filmes americanos do ano (beeeem melhor que "A Odisseia" de Christopher Nolan que 1 ano atrás, antes mesmo das filmagens acabarem, já era vendido como uma "obra-prima", fato que não se concretizou) e vale muito ser assistido.





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